É a sua primeira visita?

Entenda a Minha História.

sábado, 15 de agosto de 2009

PARTE I - Como tudo começou.

Uhuuuuuu! Minha mãe fez um blog pra mim, SÓ PRA MIM!!!
Tá, eu sei que ela botou ali "Branquinha & Cia", mas qual nome vem primeiro? Qual? QUAL?

Então quero começar meu blog contando, claro, como tudo começou e como eu vim parar aqui.


Tudo começou com este anúncio aí em cima.

Leia Mais...

A minha mãe biológica foi adotada e teve eu e mais 4 irmãozinhos.

Eu era a mais independente da turma. Aprendi tudo primeiro do que eles, e como era de se esperar, fui a primeira a ser adotada.
Meu nome é Branquinha, mas na verdade eu sou tricolor. Me deram esse nome porque eu era a mais "branquinha" da turma.

Essa foi minha primeira foto na casa da minha nova mãe.

Minha caminha.

Meu quarto de brincar.

Minha irmã.

Peraí. Minha irmã?
Gente, "isso" é um ferret, também conhecido como "furão". Pois é, nada a ver com gato, mas ela era a minha irmã, e eu aprendi a brincar com ela.

Logo fui levada para o quarto do pai e da mãe pra dormir lá. Obviamente, descobri que aquela cama era muito melhor do que a minha, e nunca mais saí.

Mamãe comprou isso pra mim. Descobri mais tarde que eles chamam isso de "arranhador". Como o próprio nome já diz, serve para arranhar as unhas. Eu nunca usei isso, gosto mesmo é do sofá da sala!

Ganhei meu primeiro brinquedo, um rato.

Eu tinha dois ratos pra brincar então. O rato cinza que a mãe me deu, e minha irmã ferret Mimi. Não, a Mimi não era um rato, mas todo mundo dizia que era. Na verdade, ferrets são carnívoros, assim como eu. Eu alternava brincadeiras e sonecas entre um e outro.


Mamãe adorava me apertar. Até hoje ela me aperta.

Folguinha pra bonitona aqui.

Hora do mamá.

Gente, por favor. Alguém diz pra minha mãe que existem mamadeiras específicas para gatinhos nenês, porque ela comprou a primeira mamadeira que ela encontrou, e logicamente, a mamadeira era maior do que eu.

Aqui sou eu e minha mana Minnie. Ela tem 12 anos nessa foto. Minha mãe contou que pegou ela da rua quando ela tinha 2 anos.

Ela brincava comigo também, mas ela era muito grande!

Ao invés de beber água do meu potinho, eu acabei pegando a mania de beber água do pote das manas.

Elas nem ligavam. Também, ai delas se falarem alguma coisa!

Eu e a mãe no inverno. Nem tava tão frio assim, mas sabe como mãe é né?

Aqui sou eu, a mana Minnie e a mana Kelly, esperando o papá. A mana Kelly também foi adotada da rua quando ela era pequena. Conta meu pai que ela tava na porta de uma pizzaria, aí meu pai deu uma coisinha pra ela comer e ela começou a correr atrás do carro quando meu pai foi embora. Ele viu pelo retrovisor, parou o carro e pegou ela.

Eu e a mana Mimi. Ela gostava de roubar a minha comida, mas ela não podia comer comida de gatinho, ela tinha ração especial pra ferrets. Super chique hein?

Ela me ensinando capoeira.

Não, ferrets não lutam capoeira. Mas eles tem um jeito de brincar diferente. Eles ficam pulando em círculos fazendo "donk donk", parece um macaquinho.

Aqui eu e a mana Minnie. A mãe tinha feito essa almofada pra mim, mas eu deixei ela deitar também. (Tudo bem que eu tô quase caindo da MINHA almofada por causa dela né...)

Aí chamei ela de canto e falei "Minnie, olha, não vai dar viu. Você vai ali pro tapete que essa almofada é minha, não queira me fazer te tirar à força."

Ela entendeu e deu uma risadinha meio sem graça.

Aqui sou eu tomando banho depois do papá.

Meu segundo brinquedo, um osso de pano que a mãe fez pra mim.

Esse é outro brinquedo que eu ganhei. A mãe disse que comprou Lanche Feliz do McDonalds só pra pegar o bichinho pra mim.

Aqui eu me adonando da cama da mana. Ferrets gostam de dormir em redes, e eu achei bem legal também, então vira e mexe eu tava lá na gaiola dormindo com ela.

Ahhh... aqui foi minha primeira experiência "não tão boa" assim. Olha, eu tava vendo uma coisa lá fora certo?

Aí eu queria pegar. Fui indo devagarinho, pra ninguém me ver...indo..indo...

Só que eu consegui andar só até aqui. Depois eu caí.
É. Aprendi que gatos não são aranhas!

Esse é o bebedouro especial da mana. Ferrets gostam muito de água, então se deixar um pote com água igual ao meu, eles entram e fazem aquela bagunça! Aí por isso eles tomam água nesses tubinhos, que você põe a língua ali na bolinha e a água sai.

Eu gostava muito da minha mana Mimi. Aí a mãe me contou que ela tava muito doente fazia tempo já. Ela disse que a mana tinha "câncer de pâncreas", acho que é esse o nome. E que ela tinha que tomar remédio a cada 2 horas, senão ela entrava em convulsão.

Quando a mana foi diagnosticada, deram pra ela 6 meses de vida. Ela viveu por mais 2 anos e 5 meses depois disso. Minha mãe acha que foi pelo amor que elas tinham uma pela outra, e pela dedicação e carinho que a mamãe dava pra ela. Foi por causa da mana que a mãe saiu da empresa que ela travalhava pra ficar em casa cuidando dela. Aí, como ela tinha muito tempo livre, ela começou a costurar cama pra todo mundo aqui em casa. Depois, a vizinha viu e quis uma igual, aí a amiga da vizinha viu e pediu uma também, aí já viu né, a mãe começou a costurar e vender camas pro país inteiro!

Na última semana de vida da mana, ela parou de andar com as patinhas de trás, e logo depois parou de comer. Aí a mãe tinha que dar papinha de ração pra ela numa seringa e tinha que ajudar ela a ir no banheiro, mas os remédios não estavam mais funcionando. Uns dias depois que isso aconteceu, a mãe enrolou ela num cobertozinho, pegou ela no colo e saiu chorando.
Quando ela voltou naquele dia de manhã com os braços vazios, ela entrou em casa e me abraçou forte. Eu era pequena ainda, mas eu já sabia o que tinha acontecido.

A mãe deu todas as coisas da mana pra ajudar outras pessoas que também tinham ferrets. Ela enviou gaiolas enoooormes pelo correio pra essas pessoas, deu as redinhas todas, cobertorzinhos, e pediu em troca ração pra gatinho nenê.
A mãe me contou depois que ela queria que a minha mana Mimi fizesse sempre parte de mim, então como ela trocou as coisas da mana por ração pra mim, na verdade ela está certa!

A vida continuou, e sem companhia do meu tamanho acabei ficando um pouco preguiçosa.

Hmmmm...que preguicinha boa!

Aqui a mana Kelly tava me contando os segredos de uma vida boa. Aprendi muito com ela, porque o pai e a mãe faziam tudo que ela queria. Ela me ensinou os segredos da manipulação humana! Isso seria de extrema utilidade para a minha vida adulta!
Eu continuei ganhando brinquedos e vivendo minha vida, tentando preencher o vazio que ficou na casa. Afinal, agora era só eu, a mana Minnie e a mana Kelly.

Um dia a mãe tava trabalhando e eu começei a pular nas coisas dela. Ela amarrou esse pano na minha barriga e eu fiquei com ele um tempão correndo pela casa!

Até que vestiu bem em mim, você não acha?!
Por causa das vendas das camas pela internet, a mãe começou a passar mais tempo no computador, e sempre que ela tava lá eu ia deitar no colo dela.

Sabe aquele ditado "Saiu do ar perdeu o lugar"? Então, a mãe ficava levantando e depois queria que EU saísse da cadeira pra ela sentar, pode uma coisa dessas?!

Aqui sou eu, linda forte e grande, posando um pouquinho pra felicidade da mamãe, que adora tirar fotos de mim!

"Onde tá mãe? Onde? Ali onde? Não tô vendo!"

"Ahhh você me enganou né? Agora vou te pegaaaaaaar!"

Minha mãe me faz rir muito!

Minha mãe aprendeu que quando eu fico com os olhinhos vermelhos embaixo, não é terçol não, é SONO mesmo!



Ah, aí o pai começou com a tal de "hora do sanduík".

Era assim: depois que ele acordava, antes de ele ir trabalhar, ele fazia um sanduíche de presunto e dava pra todo mundo.

Como eu era pequeninha, eu tive que conquistar o meu espaço.

Logo vi que o lugar mais seguro pra mim na hora do sanduík era no colo do pai. Assim eu não corria o risco de ser pisoteada!

Olha todo mundo lambendo os beiços depois da festa!

Aqui sou eu com sono, tá vendo como fica vermelho meus olhinhos embaixo?

Ahh, esse foi o dia em que eu descobri "a planta"! A planta era uma planta com significado especial que a mãe e o pai compraram logo depois que eles casaram. Essa planta era muuuito antiga e tava com eles um tempão! Sempre que eles mudavam de casa a planta ia junto.

Da planta da sacada eu pulava direto pro quarto do computador da mãe.

E vinha com as patas toda suja de terra fazer dengo pra ela.

Ela caía que nem um patinho e me abraçava. Hahaha, mãe boba!

Aí, com o passar dos dias, eu fui vendo que podia subir mais alto e ver láaaaa de cima.

Sabe o que a mãe fez um tempo depois?
Deu a planta pro condomínio do prédio dela! Só porque eu cavava a terra e deixava pegadas pela casa.
Que maldade né? (Não com a planta, mas comigo, que me divertia demais ali!)

Aí eu conheci "a impressora".

Foi assim: estava eu ali, dormindo bela e faceira, quando de repente... Zzziiiiim, ziiiiiiimmm, começou aquele barulhinho legal, um monte de coisa começou a se mexer, e eu queria pegar o bichinho se mexendo lá dentro!

Não, a mãe não deu a impressora pro condomínio. Ela ainda está lá, eu só não posso colocar a pata lá dentro senão estraga, ela me explicou.

CAIXA! Obaaaaa! Adooooooro caixa!

"Vamos ver o que tem aqui dentro! Hmmm..."

"Ô mãe, não achei nada aqui!"

"Como assim caixa vazia? Cadê o treco que tinha aqui dentro?!"

"Tinha doce? E você comeu TUDO e não me deu???"

Olha eu aí dormindo com a mamãe!

"Ah mamãe, eu te amo tanto! Fica comigo pra sempre?"

Eu tirando um cochilinho enquanto a mamãe trabalha.

Aqui eu aprendi a subir na pia!

Olha só. Eu notei que tudo saía da geladeira, certo? Mas só era comido depois de passar pela pia.

Então, ao invés de ir pra geladeira, eu notei que se eu fosse direto pra pia e esperasse lá, minhas chances aumentavam!

Fora as coisas que eles esqueciam em cima da pia!

Soneca no quarto do computador da mamãe.

Aqui eu tava ensinando a mana Minnie quem é que manda.

"Minnie, fica aqui pra eu limpar a minha pata no seu pêlo!"

Mais hora do sanduík.
Um tempo depois foi a vez da mana Kelly sair e nunca mais voltar. Ela tinha 14 anos, e o pai disse que ela ficou ruim de repente. Ficou internada na clínica mais de 10 dias, mas a doutora disse que ela não respondeu a nenhum dos tratamentos.

Foi um baque, especialmente pro pai, que era quem a mana mais gostava na casa.

Eu também senti um vazio na casa, sabe?

Agora era só eu e a mana Minnie. A mana dormia a maior parte do tempo.

A mãe explicou que a mana Minnie ficou muito deprimida com a partida da Kelly, porque elas eram manas fazia muito tempo.

E que agora a mana Minnie não tinha ninguém mais pra brincar.

Ai eu pensei "Ué? Mas ela pode brincar comigo!" certo?

Aí fui chamar a mana pra brincar.

Mas ela não queria brincar comigo.

Aí tambem fiquei na minha.

Virei come-dorme.

A planta também tinha ido embora...

Então começei a fuçar nas coisas da mamãe.

Eu nunca quebrei nada! Já cheguei a derrubar um monte de coisa, mas nunca quebrou.
E se quebrasse também, devia ser porcaria!

Aqui a mãe queria tirar mais foto de mim.

Mas eu não tava muito a fim de tirar foto, e a mãe começou a rir de mim.

Aí com jeitinho ela falou "Calma, é só um pouquinho."

Aí fiquei com pena dela e deixei ela tirar a foto.

E quando eu descobri o encosto da cadeira???

Eu aprendi a me equilibrar no encosto!

Aí o pai viu, chamou a mãe pra ver também.

Aí a mãe já quis tirar foto.

Eu mordi a cabeça dela.

Ela perguntou porque eu tava mordendo a cabeça dela.

Aí tá, pedi desculpa e fiz um carinho nela.

Aí ela começou a fazer cócega na minha barriga e a me empurrar com o nariz.

Mas eu não caí do encosto da cadeira! Eu sou a super gataaaaaa!

Bom, esses foram os meus primeiros 4 meses de vida.

A casa era minha, a mãe era minha, o pai era meu, a mana era minha. Era tudo meu e tudo pra mim. Eu tava adorando!!!
Até que um certo dia...
Continua na Parte II.


19 comentários:

Luzinha disse...

guria! e eu que tou aqui que só choro, meu Pai! que história linda, linda... péra que vou lá ler o resto...

Branquinha disse...

Ô tia, não chora não! Tá tudo bem agora, viu? Tá todo mundo feliz aqui, fica feliz também!
Purrrr...

Maira disse...

ai fofuxa deu vontade de chorar... é muito triste perder as irmazinhas... Mas que bom que vc está bem agora.
Passa lá no blog pra conhecer o meu Tigre.

Gisa disse...

Vim conhecer teu blog e já me apaixonei perdidamente por ti Branquinha linda! E que família maravilhosa que tens; também chorei a perda das tuas maninhas, mas é a vida, e felizmente estão todos felizes agora... De tarde vou ler o resto! Beijos mil

Branquinha disse...

Um beijo pra vocês também tias queridas e seus filhotes! Obrigada por conhecer a minha história!

Ana, Aprendiz de Anjo disse...

Oi Lindinha, que história mais linda, que família linda você ganhou, fiquei triste pela suas irmãzinhas, mas no fundo elas só voltaram a usar as asinhas de anjos. Beijinhos, vou ler a parte II.

cristine disse...

Tomei a liberdade de postar a Branquinha no meu site, tá? Beijos

Marília disse...

bjo, branquinha. bjo, mamãe da branquinha. :-)

rosinha disse...

Oi!Adorei sua história de vida Branquinha!Estou muito emocionada!Dá uma passadinha no meu blog:rosinhaejulinha.blogspot.com bjos Branquinha e mamãe da Branquinha!

Veronica Gregório disse...

Adorei o começo da história Branquinha! Vou com certeza vir mais aqui!

Mari Maricota disse...

AMEI!!!
E chorei é claro...
Muita saúde pra toda a sua família branquinha!

Bjs...

INSPIRAÇÕES disse...

Ai que história emocionante ,adorei vou te visitar sempre !!!!! bjO tô seguindo vc

Juliana Santeramo disse...

Olá Branquinha, é minha primeira visita e vim conhecer a sua história e adorei, vc é muito linda e amei a idéia de vc ter uma furão como irmã...é d+...
Convido vc a conhecer a história do Gatinho lá no meu blog, ele é um vencedor!
Agora vou ler a parte 2 tá...
beijos!!

Regina disse...

Gracinha!! Eu tb tenho duas gatas adotadas e são minhas filhinhas... =))))

Livia Luzete disse...

Nossa Branquinha adorei conhecer seus primeiros meses de vida. Vou lá conhecer o resto. Linda!

Lethy disse...

Eu tbm ganhei o blogdog da minha mamãe...

Anônimo disse...

Gostar de amimais de extimação é uma espécie de treinamento para um dia cuidarmos um pouco melhor de nossos futuros filhos.

Rosane, Pandora e Ramon disse...

Adoramos a sua história. Prazer em conhece-la. Estamos de seguindo e já nos consideramos seus amigos. Bjks

Laís M disse...

Meu Deus, tô me acabando de chorar aqui... Que sensibilidade, que história linda... Nunca perdi um filho e só de pensar me dá dor no peito de matar! Conheci meu marido com 3 gatinhos e agora temos 6, todos vieram da rua, um achou a nossa janela e vinha aqui todo dia pedir comida até que começou a passar 24h em frente a nossa janela, não ia mais embora e ficava triste quando via os outros recebendo carinho lá dentro... Aí já viu! A outra foi achada na rua envenenada... Conseguimos salvar!
Amamos cada um deles incondicionalmente e eles nos fazem pessoas muito melhores! A maioria das pessoas não entende né? É muito bom achar alguém como a gente, que sabe que eles merecem a mesma importância e dedicação que um ser humano, e que tem mais amor, carinho e personalidade que muita gente por aí! Parabéns!!!!

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