É a sua primeira visita?

Entenda a Minha História.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Preciso de carona.

Tenho uma coisa pra contar.

Mamãe e papai foram para São Paulo no último dia 20 para comemorar os 70 anos do meu vô. Era uma sexta feira, voltaram domingo de noite. Foi pá-pum.

Meus avós compraram um terreno ano passado, e devagarinho construiram uma casinha lá.

Até aí tudo bem.

Problema é que, sendo o sítio no meio do nada, me vem uma gata branca se adonar do pedaço. Alguns dizem que é do caseiro do terreno do outro lado.

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Olhando mais de perto, a gata tem problema de câncer nas orelhas e no nariz. Gato branco não pode tomar sol. E essa aí toma de monte, visto que é sítio, né?!



Daí, leite vem, churrasco vai, a gata ficou.


Meus avós vão pra lá só nos finais de semana, então a gata provavelmente fica zanzando por lá até eles aparecerem. Embora eles não morram de amores por animais que nem a louca da minha mãe, eles estão meio que cuidando dela. Dão leite, botaram uma toalha na cadeira da varanda pra ela dormir, essas coisas.

Mas lá também tem cachorro. Tem pato, galinha.
E a gata, que não é besta, se engraçou com meu pai.
Ficou sexta de noite e sábado o dia inteiro no colo dele. É porque eu não tava lá, senão já dava um pau nela. Esse colo tem dona, minha filha!


O pai queria levar a gata embora. Pra tratar das orelhas e do nariz, pra dar vacina, comida, tratamento adequado.
Só que, assim, sem mais nem menos não dá!

Tem que comprar caixa de transporte de tamanho adequado, marcar passagem de avião com antecedência para levar animais, levar um laudo veterinário de que o animal se encontra saudável para viajar, essas burocracias todas.

Daí, com o coração em pedaços, deixaram a gata lá.


No aeroporto se informaram sobre como proceder para despachar um animal sozinho no avião, viajando no compartimento de carga (odeio isso?).


Bom, resumindo. A gata já está com seu câncer com os dias contados.
Minha mãe só precisa de alguém que a ajude a trazer a gata pra Porto Alegre.

Vamos ser realistas.
A gata é de rua, vive na natureza. Vai enfiar a coitada dentro duma caixa de transporte, ela vai enlouquecer.
Do sítio em Peruíbe até o veterinário mais próximo seriam 40 minutos de carro. Toma vacina, pega o laudo. Da Praia Grande (que é onde está o veterinário) até o aeroporto de Congonhas, em SP capital, mais 50 minutos.


Daí que bote a gata pra ser despachada no avião, que decole, que chegue em Porto Alegre, já se passaram 5 horas. A gata vai derrubar o avião de tão nervosa que vai ficar.
Mas depois disso, terá uma vida melhor.

Será cuidada, alimentada, amada, protegida.

Se alguma mãe que more pelos arredores da Baixada Santista puder ajudar com essa carona, minha mãe pede que entre em contato para acertar os detalhes. Toda e qualquer despesa será paga pela minha mãe. Desde a gasolina e pedágio até veterinário e qualquer outra despesa.

Só precisa da carona mesmo!

Boto abaixo o email dela para contato e desde já agradeço!

Beijo de Nariz para todos vocês que têm a sorte de ter um dono!


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tratar os animais como seres humanos?

Eis a questão: tratar ou não tratar?

Alguns dizem que é errado tratar um animal como um ser humano.
Porque o animal não compreende.
Porque o animal deve ser tratado como um animal, e não como um bebê.
Porque o animal tem instintos diferentes do ser humano.

Outros dizem que não tem problema "humanificar" um animal.
Porque ele acaba sempre sendo parte da família.
Porque ele é capaz de amar e retribuir amor incondicional.
Porque ele sente, tanto quanto qualquer ser humano.

Fiquei indecisa.

Eu quero ser tratada como um ser humano?

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Seres humanos matam uns aos outros para roubarem um par de tênis.
Traem uns aos outros como se confiança não fosse importante para um relacionamento.
Machucam todos ao seu redor, sem o menor remorso.
Seres humanos são fúteis e falsos.

Não. Não quero ser tratada como um ser humano, obrigada.

Mas depois fiquei pensando...

Minha mãe me trata como um ser humano.
Não desses que existem por aí, mas como um ser humano no sentido...qual sentido mesmo? Um "sentido mais humano"?

Por exemplo:

Minha mãe me dá beijo de boa noite. Em todos nós. Todas as noites.
Minha mãe fala comigo como se eu fosse uma amiga fofoqueira. Me conta tudo. Me explica tudo como se eu fosse uma menininha de 6 anos.
"Filha, não pôe a pata aí que tá quente!"
"Filha, não sobe aí que é perigoso!"
"Olha, mamãe vai sair e já volta, viu?"
"O papá tá gostoso?"

Eu sou tratada como um bebê.
Eu tenho cama. Sou tapada com cobertor quando está frio. Ganho beijo. Sou abraçada.
Minha mãe respeita minhas opiniões como se eu fosse um ser humano.
Ela pode não concordar com algumas coisas, mas ela respeita.
Por exemplo, ela discorda que eu possa comer de tudo. Mas ela respeita que eu tenho vontade e curiosidade de experimentar o que ela come. Então ela me dá um pedacinho bem pequeno. "Só um pedacinho" diz ela.

Acabam sendo 3, 4 pedacinhos. Levo ela assim, na conversa mole.
Alias, no miado.

Eu sou tratada como parte da família.
Tenho data de aniversário.
Sou tão amada quanto qualquer outra pessoa da família.
Sou tão mimada quanto.

Por exemplo, minha mãe dorme torta porque nós 5 vamos para a cama quando ela se recolhe. Depois de 10 minutos ela quer se virar e não dá, porque tem um embaixo de um braço, um colado num lado da perna, um no meio da outra perna, um perto do pescoço e um na barriga. Daí ela vai se entortando pra mudar de posição sem mexer nenhum dos gatos. Um dia eu queria filmar uma noite de sono dela.
Ginástica pura! Quem tem gato sabe.

Minha mãe me escuta. Quando eu chamo ela vem, que nem um cachorrinho.
Minha mãe pode estar morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas se eu tô no colo dela bem acomodada, ela segura até onde não dá mais. Como se fosse uma reunião importante sem hora pra acabar.

Minha mãe me apresenta para as visitas.
"Vem cá filha, vem ver a tia."
"Tia, essa é a Branquinha." fala ela com voz de criança de 10 anos.
As vezes ela pôe palavras na minha boca.
"Ai tia não me aperta!"
"Ô moça, cuidado que eu tô braba!"

Minha mãe sabe tudo que eu quero. Tudo que eu preciso e em que hora.
Sabe quando eu quero carinho, quando eu tô de manha, quando eu tô com fome.
Ela sabe quando eu tô com preguiça, quando eu tô dengosa, quando eu tô de mau humor.

Acho que eu sou um ser humano sem a parte ruim.
Acho que todo animal é.
Nós nos apegamos às pessoas.
Nós fazemos as pessoas felizes.
Um animal completa a vida de uma pessoa.

Nós sabemos quando as pessoas estão tensas, tristes, com medo.
Embora seja o animal que ganhe colo, é a pessoa que o segura que está sendo amparada por ele.

Então, se você me perguntar se eu quero ser tratada como um ser humano, talvez eu tenha sido tratada como um desde que nasci.
E amo.
Porque animal não é brinquedo.
Animal não é "coisa" que alguém "possui".
E se você quiser algo que te obedeça, compre um robô ao invés de um cachorro.
Assim quando você enjoar, tire a pilha e guarde o robô no armário, ao invés de botar seu cachorro rua afora.
Porque o seu cachorro é uma vida. Que até então dependia de você. Como uma criança.
E assim como você, ser humano, sente falta de um ente querido quando esse morre, nós animais também sentimos quando somos expulsos da sua vida. Especialmente sem um motivo válido.

Aliás, não existe um motivo válido o suficiente para se desfazer de um animal.
E assim como uma criança, o animal precisa de cuidados e supervisões.
Não atravesse a rua sozinho!
Não o deixe sem supervisão quando o forno está ligado! etc...





Agora eu vou apoiar: faça pelo seu animal o que você faria pelo seu próprio filho humano.

Afinal...qual a diferença mesmo?

Jogue a primeira pedra quem nunca entrou em casa e cumprimentou seu bichinho!

Beijos de Nariz!

Ler Próximo Post.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Enciclopédia do Amor.

Hoje venho aqui para falar de uma coisa muito importante!

A RAÇA!

Mamãe tinha comprado toda a ração que a gente precisava pro mês na semana passada. Daí dois dias depois o moço da ração manda um email com a seguinte promoção:

" Na compra de qualquer Royal Canin 7,5 Kg ganhe grátis uma Enciclopédia (do gato ou do cachorro)."

A enciclopédia do gato são dois volumes. Lá vai ela recolher as moedas do cofrinho e me comprar dois sacos de ração para ganhar os dois volumes, antes que acabe a promoção. (Sorte que eram só dois volumes, porque o do cachorro são cinco!)


Bom, enfim, mas o assunto não é esse.

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O assunto é que ela descobriu que nós somos todos de raça.
A princípio ficamos todos espantados. "Nós, de raça? De onde ela tirou isso?!"
"Onde tá escrito que eu sou de raça? Cadê? Quero ver também!"
E lá foi mamãe, folha por folha, provar que nós, vira-latas de carteirinha, temos SIM raça.

Dá uma olhada.
Vamos pegar, por exemplo, o Panda.
O Panda pode ser um gato da raça "Siberiano".

Ou um "Persa" que não bateu a cara na parede quando era nenê, por isso a falta do focinho achatado.
Ou até, quem sabe ele seja um "Gato das Florestas Norueguesas"!
Olha! Quase igual!
E se nenhuma das alternativas acima colou, ele pode ser ainda um simples gato da raça "Europeu".

Aí fomos ver a raça da barata-branca, a Lila.
Claro né, "Angorá Turco" de cara!

Sim sim, ela não tem olhos azuis, eu sei, mas dá uma olhada nas imperfeições permitidas: "olhos verdes só são autorizados nos gatos BRANCOS, (...)".

Ou então ela pode ser uma gata da raça "Turco do Lago de Van".
Igualzinha!!!
Aí fomos ver a raça da Fantasminha.
Ha! Bem que eu sabia! Essas patinhas brancas aí... deu "Sagrado da Birmânia"!
Claro que ela não tem esse pêlo todo porque ela está constantemente fazendo muda de pêlo, aí não dá tempo de juntar essa cabeleira toda.

Olha só as "luvinhas brancas", marca registrada dos "Sagrados da Birmânia".
Até porque a mana não parece nada com esse "Siamês" aí.
Viu? Ali diz que o siamês com pontos brancos é defeito. Defeito nada, ela é uma puríssima "Sagrado da Birmânia"!
A Lemingue também não tem cara de Siamês não!
Mas ela não é uma "Sagrado da Birmânia", porque ela não tem as luvinhas brancas.
Xi Penélope...sobrou hein? Vai ver você é vira-lata mesmo!

Ahhh...e eu.

Eu encontrei algumas raças que eu posso ser, olha só!
Noooossa, eu sou muito chique mesmo!
A falta da pelagem longa é a mesma coisa da Fantasminha, eita gente que não entende nada de gato viu!
Eu posso ser então uma autêntica "Japanese Bobtail". Só que esqueceram de cortar meu rabo. Detalhe, coisinha à toa.
Eu vi esse também, mas achei que era muito pequeno, e prefiro ser assim, alta e esbelta.
Olha só a pose da pirralha? Não consegue nem correr direito!
Bom, enfim. Então está provado. Somos todos sim, de raça, pedigree e tudo!

Até os famosos gatos pretos tem raça, vejam só!


Mas na verdade, a raça não está nos livros e enciclopédias.
O verdadeiro pedigree está no coração.

Porque somente um coração com um pedigree do mais alto escalão é capaz de amar qualquer animal, independente de raça ou cor.


Somente um coração puro é capaz de carregar no colo sem nojo um animal com sarna.
É capaz de deixar de comer para alimentar um animal faminto.
É capaz de desviar de seu passeio para resgatar um animal necessitado.
Somente um verdadeiro coração de um puríssimo amor é capaz de entender um olhar desesperado.
Um miado de pavor.
Um choro de frio.
Um latido de medo.

Esses corações não possuem certificado de autenticidade, não são registrados em nenhum clube famoso e nem têm árvore genealógica para provar sua procedência.
E mesmo assim, são os corações que mais embelezam o mundo. São os mais procurados. São os que a gente não pode comprar com dinheiro.

Um coração puro de pedigree é provavelmente o único que acolherá um animal SEM pedigree.
Porque lá no fundo, quando os olhos desse coração vêem o olhar de um vira-lata pedindo para ser seu amigo, esse coração sabe que ele será seu MELHOR amigo.

E nada mais importa.
Porque vocês mesmos, humanos superiores, são um bando de gente misturada de tudo que é cor de tudo que é lugar. Então se você mesmo é um guaipeca, como pode abandonar à própria sorte uma vida igual à sua?

Pois eu, que agora sou de raça, escolho esnobar gente vira-lata sem importância e ficar somente com os corações de pedigree puros.
São poucos em número. Mas é graças à esses corações que hoje estou aqui. Eu, e milhares de irmãozinhos meus que tiveram a mesma sorte.

Para identificar um coração de pedigree é muito fácil! Se você não tem raça definida mas tem uma família, você encontrou um coração puro!

Muitos purrss para vocês, e que todos os corações de pedigree consigam procriar e tomar conta do mundo!


Ah. As enciclopédias? Tão lá na prateleira, de enfeite. Outra coisa pra tirar pó de vez em quando.


Beijo de nariz!

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

O que tem acontecido por aqui!

Oi gente!

Creeedo, tô quase um mês sem escrever! Que vergonhaaaa!
Mas olha, foi culpa da minha mãe que, por causa do atraso da reforma, acabou atrasando todo trabalho dela também.

Mas agora ficou tudo em ordem e eu vim correndo dar uma pulinho aqui pra dizer como andam as coisas nesse apartamento pequeno e super lotado.

Bom, a reforma, graças a Deus e aos pedreiros, acabou.
Pra você entender o que a minha mãe fez, vou ter que mostrar (desculpa mãe!) como era antes.

Anos luz antes de eu pensar em nascer, a sala deles era assim:

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(Olha a mana Kelly lá!!!)

(Sacada sem tela, ai que meeeeeeedo!)


Bom enfim.
Aí quando minha mãe começou a costurar pra valer, foi ficando assim:

(Essa ERA a sala de jantar.)



Aí depois que a mana Minnie virou estrelinha, minha mãe quis pegar a sacada pra ela, pra botar todas as tralhas dela lá e ter "de novo" uma sala de jantar. Ela diz que não é tralha, que é material de trabalho, mas pra mim é tudo tralha sim!


Bom, ela começou a grande reforma fechando a sacada toda com vidro.


Vidros colocados, ela depois tirou a porta que separava a sacada da sala.


Algumas semanas depois, depois de "tomar um fôlego" como ela disse, começou a quebradeira geral.

Foi aí que ela parou de trabalhar de vez. Todas as tralhas dela, inclusive as 3 máquinas de costura, foram uma pra cada quarto, metade pra cozinha, metade embaixo do varal, metade no meio do corredor, e onde mais coubesse.

Afinal, era "coisa de uma semana".




A "coisa de uma semana" durou 20 dias.

E quando FINALMENTE tudo acabou, o que era assim:

...ficou assim.


O que era assim:
...ficou assim.


O que era assim:
...ficou assim.


E o que era assim:

...ficou assim!


Sobrou até pro nosso sofá. Meses e meses de trabalho diário pra deixar o sofá uma obra prima...
..e a louca da minha mãe resolve forrar o coitado.

E ainda, numa tentativa desesperada, coloca um monte de treco, um mais feio que o outro, pra gente não alcançar o sofá.

O que, como vocês podem ver...não adiantou. Já estamos "desfiando" o sofá de novo. Ebaaaa!


E depois da minha mãe destruir a casa, deixar a gente trancado pelos quartos por 20 dias, e ficar mais pobre, tudo voltou ao normal!


Em troca de comida por uma semana, o rato branco topou posar de garota propaganda pra mamãe.


Te falei da cama nova de coração que a gente ganhou?

É... a Lemingue mijona carimbou a cama, assim, na cara dura. Pior que era pra nossa veterinária! A mãe lavou a cama e foi correndo fazer outra pra doutora.

Test-drive no sofá recém forrado.


Espelho espelho meu, existe no mundo gata mais feia do que elas? Bwahahaha!

O aparador virou "apara-gato".

E semana passada a Lemingue foi castrada, como todo mundo aqui.

Ficou lá a Lila cabeça-de-barata-branca, se perguntando "Serei eu a próxima vítima?".


Sim senhora, vai passando gilete nessa sua barriga que aqui ninguém escapa!

Bom, pra resumir o mês, minha mãe disse que "ainda não acabou". Explica ela que ainda tem algumas coisas provisórias, como por exemplo, o rack super genial que está embaixo da TV, feito de...caixa de papelão! Última moda, não sabia?


Ela disse que vai "tomar mais um fôlego" e depois continua.

Enquanto isso, vou EU tomando fôlego pra aguentar esse monte de gato que tem aqui, ninguém merece!

Beijo de nariz pra todos vocês, e que a mãe de vocês permita que vocês tenham um ótimo fim de semana, com direito a soneca de tarde e tudo mais( coisa que aqui nessa casa já é impossível!).

 
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